Pensei que nunca mais ia acordar. A cama é bem atrativa. O frio ainda mais.
Diane Power me esperava com a mesa de café posta. Pão de forma, torradeira, água para o chá em borbulhas e 775, sem exageros, tipos de cereais diferentes. Meio Sheldon, mas simpático. Se leite eu tomasse, adorar eu ia.
Ela me ofereceu mundos e fundos, mas meu estômago ainda estava tentado digerir a quantidade de macarronada da noite anterior. Eu só queria um café. Ela preparou. Quatro colheres generosas de pó e uma grande caneca. Jogou água quente lá mesmo e mandou um trem de botar pressão. Tava lá meu café fresquinho.
Depois disso, Power me levou para conhecer o caminho da escola. Aqui eu ando de BMW, velho, mas o que vale é a marca. Aqui eu também ando do lado errado e confesso, eu sempre acho que neguinho tá louco e que nós vamos todos morrer na próxima esquina. Daiane não tem muita paciência com as filas, vive no “come on, come on” e sempre ameaça uma buzina. Sua direção ofensiva também me causa medo, mas como ela é Power eu confio.
Voltamos para casa, ajeitei algumas coisas e resolvi dar uma volta pela vizinhança. Território reconhecido, achei algo parecido com um parque, mas um pouco menor. Voltei em uma loja de conveniências tentando fugir de todos os sanduíches de bacon que eu tinha encontrado. Em um minuto escolhi o light de frango e alface. Demorei uns 7 mins pra escolher a cerveja. Sentei no aspirante a parque e fiz ali, junto às gaivotas gritantes (o que irrita), meu primeiro almoço dominical inglês. Perfeito! Faz valer a vida.
Andei mais um pouco pelos arredores só pra comprovar mais uma vez que viajar é uma das únicas coisas que fazem com que o Deus bom que dizem por ai exista.
Em casa, banho e Formula 1! Mas dormi e só acordei na hora que o piloto inglês tava contando do assalto, ou tentativa, que ele sofreu no Brasil. E eu só no “”Brasileiro, quem?” Contei dos problemas de segurança, como era difícil, mas que também não é assim como dizem e pá. Praticamente uma embaixatriz.
No jantar de hoje eu pedi para não comer tudo. Diane concordou com uma grande risada.
Stanley, o cão, me ama cada dia mais. Com a boca ele puxa sua coberta (marrom de mesmo tecido que aquela minha que todo mundo comprou igual. Pulôver, eu acho rs) em minha direção. O que eu fiz pra conquistar o amor dele? Foi só jogar a coberta por cima do rapaz. Amor eterno eu diria. Ele trocou o colo da dona no sofá pelo meu. O que causou ciúmes explicito.
O dia terminou em eliminação no Ídolos inglês. Eu entendo pouca coisa, mas quando todo mundo ri eu também rio para enturmar.
Conclusões de hoje:
1) definitivamente os ingleses de Brighton não são frios. Trata-se de um dos simpáticos que eu já vi.
2) assitir Ídolos só pra ser amiga num rola mais não.
Estou adorando seus textos!!!!Tenho certeza de que a Zorópa vai se render a sensualidade da mulher brasileira e você não precisará mais assistir ídolos e nem levar vômito de cão nos pés. Continue andando na contramão e curtindo sua cerveja com sanduba light.
ResponderExcluirAbraços brasileiros, Driano!
vô te contar que do primeiro ao último dia nestas terras eu achei que ia morrer atropelada. O pior é quando eu mudei de país de novo, continuei achando que ia morrer atropelada porque já tinha esquecido qual era o lado certo da rua!
ResponderExcluirGostaria de destacar outra expressão "o que importa é a marca". Leninha vc continua a mesma. Não perca as suas raízes. hahaha
ResponderExcluirSuper legal o texto Helena. Coloca fotos depois. Já tenho a Diane Power desenhada na minha cabeça quero ver se ela é a mesma pessoa. rsrs!
Beijo! Já sinto saudades do seu glamour!
Muito amor!
Dani
Heleninha vc é demais ! Tô morrendo de rir dos textos e amando cada linha!
ResponderExcluirQue bom que chegou bem.
Beijos.
Eu faço exatamente o contrário, meu professor adora conversar sobre segurança comigo, pq eu sempre falo de tropa de elite e ele fica ridno. Ele adora "Cap. NAscimento, our national heroe"
ResponderExcluirCara, você é foda!
ResponderExcluirAMO pra c*****o !
Ah neeeeeem!!! Meu comentário foi incompleto! Tá faltando a continuação do texto...
ResponderExcluirPorque eu não sei me fazer valer das ferramentas tecnológicas da internet? Affe!
Agora todo mundo vai achar que eu sou um desses brasileiros que o tal piloto encontrou por aqui...
Ainda bem que uso pseudônimo (e nenhum sobrenome) e portanto ninguém me reconhece! Senão mancharia a fama da tradicional família mineira por aí...
Mas que te amo, é fato!
Ainda